Data da publicação: 07 de Junho de 2011 ás 15:20:22
Discurso do deputado Zé Neto, líder do governo, proferido no dia 18 de março de 2011

 Sr. Presidente, Sras. e Srs.Deputados, quero apenas, no lastro do que vinha falando aqui o nosso companheiro Marcelino Galo, reafirmar um posicionamento muito claro e muito concreto com relação ao que se deu semana passada na imprensa, como se fosse algo do outro mundo, este governo - que é um governo democrático- ter, numa situação de extrema responsabilidade, dado o apoio necessário, logístico, para que o Movimento Sem Terra estivesse aqui no nosso espaço, no Centro Administrativo, sem que ocorressem problemas ou mesmo situações que fugissem aos interesses deste governo, da sociedade, em todos os aspectos, desde os aspectos sociais, os aspectos relacionados a questões como segurança alimentar, já que havia crianças, mulheres e homens nesse processo de andar centenas e milhares de quilômetros, como temos visto em toda a história desse movimento e ter aqui nesse momento, nessa semana em que estamos, na semana passada, a permanência no Centro Administrativo.


Não tenho nenhuma dúvida de que é um equívoco profundo quando acham que a situação era para ser tratada de outra forma. Pergunto a alguns, como perguntei: Qual era mesmo o tratamento que deveria ser dado? Era para chamar polícia e colocar para fora do Centro Administrativo? Qual era mesmo o tratamento que deveria ser dado? Era de não deixar que algum alimento fosse fornecido para colaborar com um processo em que havia uma discussão, uma busca de entendimento, um diálogo que estava sendo formado, para evitar, inclusive, que situações, como a que aconteceu em Basília, há 2 anos, ocorressem aqui também? É um movimento que não é adversário do governo, tem o seu espaço legítimo na sociedade e merece o nosso respeito. Foi assim, inclusive, nos outros governos, deputado Marcelino Galo, no governode Paulo Souto; em Feira de Santana, quando José Ronaldo era prefeito, com o próprioTarcízio. Não sei qual o prefeito ou governo que teria coragem, audácia, de dizer que daria ascostas e trataria com violência, desmando ou desleixo.


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