Data da publicação: 14 de Setembro de 2011 ás 17:25:02
Discurso do deputado Zé Raimundo, proferido no dia 16 de Agosto de 2011, sobre criação e revolução na educação da Bahia

O Sr. ZÉ RAIMUNDO:- Sr. Presidente desta sessão, nobre deputado ÁlvaroGomes, Srs. Deputados, Srªs Deputadas, funcionários desta Casa, o pessoal queacompanha o nosso registro, a imprensa em geral, senhores presentes aqui às Galerias Paulo Jackson, mais uma vez volto a esta tribuna para fazer alguns agradecimentos e registros sobre as cidades que me apoiaram e estão trabalhando. Elas merecem todo o apreço do povo da Bahia.

Sr. Presidente trago para esta nossa fala o grande desenvolvimento que a Bahia vem passando. Eu sei que, muitas vezes, os colegas deputados da Oposição,legitimamente, fazem discursos apresentando aparentemente dados negativos, problemas, como aquestão da segurança, um problema nacional que a Bahia está enfrentando agora com o Pacto pela Vida. Mas, realmente, o Estado da Bahia, no que pese acriseinternacional que teve efeito em 2009, recuperou e se estabilizou em 2010 e 2011 e já desponta com importantes índices como, por exemplo, a produção industrial, que, no primeiro semestre, está na faixa de quase 5%.

O comércio varejista também desponta comgrande expansão, grande crescimento, atingindo índices que vão acima de 10%.Em Vitória da Conquista, nossa região, pode ser observado o crescimento ao vivo. São várias empresas nacionais se instalando em Vitória da Conquista, que é a porta da entrada do Nordeste. Também há a geração de emprego batendo recorde, e a Bahia marcha, realmente, para se proteger e organizar melhor a sua economia, dividindo naturalmente o excedente econômico com a maioria da sua população.

Há programas como Luz para Todos, Água para Todos, o apoio à agricultura familiar está sendo espraiado por toda a Bahia e, agora, neste segundo semestre, nós estamos com grandes expectativas de que mais obras possam chegar, sobretudo, para o Semiárido e as regiões mais pobres. O terceiro registro, Sr. Presidente, que vários deputados comentaram, é com relação às duas universidades anunciadas, oficialmente, hoje, em Brasília, a Universidade Sul da Bahia e a Universidade do Oeste da Bahia, e também dois campi, um da UFBa em Camaçari, e da UFRB em Feira de Santana.


Além disso, universidades estão sendo criadas, além do campus de Barreiras e já foram anunciados, também, novos campi no oeste e também já delimitado um território com 3 campi no sul: em Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas. É um mapa novo, e todos já sabem que funciona em Vitória da Conquista o campus Anísio Teixeira, com seis cursos e a previsão de mais três cursos já na virada do próximo ano, quase 2.000 alunos no presente e iremos para cerca de 3.000 no próximo ano e estamos preparando o sudoeste para a criação de mais uma universidade, o que é o nosso sonho.




Não posso dizer em que período, que está sendo objeto de demanda, tendo a liderança do nosso deputado federal Waldenor Pereira à frente. Ele foi reitor da nossa querida UESB por dois mandatos, Universidade Estadual do Sudeste da Bahia, é coordenador do Núcleo de Educação do nosso partido lá no Congresso Nacional, com o apoio dos nossos senadores e de todas as bancadas, de todos os partidos. Nós vamos, ao lado dessa grande comemoração, que estamos fazendo de duas novas universidades, de vários campi das nossas universidades já existentes, na trilha para mais uma universidade, que talvez se chame Anísio Teixeira ou Universidade do Sudoeste da Serra Geral.


Isso mostra para a Bahia a grande revolução que o Partido dos Trabalhadores, o partido de um peão metalúrgico e de um engenheiro que não chegou a ter diploma, porque a ditadura não deixou e que fez a sua carreira sindical no Polo Petroquímico, enquanto um operário especializado, que é o nosso governador Jaques Wagner – a ditadura não o deixou pegar seu diploma no último semestre. Pela primeira vez, duas lideranças do mundo operário, do mundo do trabalho, consagram seus governos com grande expansão, porque o governador Wagner teve um papel importante na articulação das universidades federais. Pela primeira vez, a Bahia está mudando o seu mapa.


Anteriormente, os governantes só buscavam votos no interior e mandavam seus delegados para ameaçar suas bases. Hoje, a Bahia e o Brasil espalham universidades. É a revolução da cultura, do conhecimento, do saber, que a democracia e a modernidade exigem como pré-requisitos do progresso do desenvolvimento econômico e social. Talvez seja necessário fazer essa justiça – às elites da Bahia –, talvez em dois ou três momentos, aquele primeiro curso de cirurgia em 1808, que não era de medicina, este foi em 1829... Havia, no século XIX, uma distinção do saber. A cirurgia era uma atividade desprezível, porque lidava com sangue, corpo, corte. Essa era desqualificada. Já a medicina era nobre.



Em 1929, com a chegada do século XX, houve a criação da Faculdade de Engenharia Politécnica, mas realmente a grande contribuição foi do reitor Edgard Santos. Em 1946, a UFBa foi referência até os anos 60. De lá para cá, foram quase 50 anos de estagnação cultural e educacional no nosso Estado. A História agora se catalisa com esses novos elementos de caráter cultural filosófico e científico. Sr. Presidente, para concluir, é uma verdadeira revolução que está acontecendo na Bahia. Estão aí os elementos para serem vistos. Só não os vê quem não quer enxergar ou, então, está precisando de um exame oftalmológico para enxergar melhor.

Muito obrigado.


(Não foi revisto pelo orador.)


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