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Publicada em 19 de Abril de 2017 ás 13:47:00
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Violência contra mulheres negras é tema de audiência pública

Com o objetivo principal de debater As Faces da Violência Contra as Mulheres Negras no Estado, a Comissão da Promoção da Igualdade da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Bira Corôa (PT), reuniu-se ontem pela manhã, em audiência pública com a presença de diversas organizações,  instituições,  movimentos sociais, parlamentares, estudantes e a sociedade civil em geral,  além de autoridades oficiais do Estado, que lutam contra a discriminação e o alto índice de assassinatos contra as mulheres negras. 


Os debates e depoimentos, bastante calorosos, duraram mais de quatro horas, com as dependências da sala de reuniões superlotadas. A audiência foi promovida pelo Movimento Díjo (Mulheres Negras contra a Violência) e o deputado Bira Corôa que luta não somente pela promoção da igualdade e contra a intolerância religiosa, mas também contra a violência contra as mulheres, em especial as negras. 

Díjo é um termo em Yorubá que significa “Todas Juntas” e o projeto deste movimento social é desenvolvido na Bahia e Minas Gerais, com objetivo de fazer um debate junto às mulheres negras e universidades.  

Além do deputado Bira Corôa, participaram da audiência, Fabíola Mansur (PSB) Fátima Nunes (PT), Luiza Maia (PT) e o líder  do governo na Alba, Zé Neto (PT). Representando o Governo do Estado, a Secretária de Políticas para Mulheres, Julieta Palmeira, que participou com destaque da Mesa. Representando a Secretaria de Segurança Pública, esteve o coronel Ramalho, a vereadora Marta Rodrigues pela Comissão das Mulheres da Câmara de Vereadores, Maísa Vale pelo Instituto Odara, Lígia Margarida representando a Rede de Mulheres pelo Controle Social e Simone Alves pelo Clube de Mulheres Kalefat. 


ENCAMINHAMENTOS 

Logo após os debates, foram definidos os seguintes encaminhamentos para as devidas providências legais e com urgência. Articular com a Comissão da Mulher audiência pública para discutir o tema “Faces da Violência contra a Mulher Negra”; Convidar a sociedade civil para discutir a Rede e suas fragilidades. A Rede é formada pela Defensoria Pública, Ministério Público Estadual, organizações da sociedade civil e a Ronda Maria da Penha”; Criar uma comissão a partir da audiência conjunta para debater com a Comissão da Mulher da Câmara Municipal e discutir o abrigamento de mulheres violentadas; Discutir as emendas parlamentares e os projetos das questões relacionadas as mulheres; Fazer uma carta de intenções para a Secretaria de Segurança Pública, Ministério Público relatando as demandas da audiência de ontem. 


ASCOM

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