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Publicada em 19 de Janeiro de 2018 ás 13:11:12
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Trajetória de Manassés é reverenciada na Assembleia

 Parlamentar recebeu o Título de Cidadão Baiano em uma iniciativa dos deputados comunistas

Um trabalho sério de combate à dependência química de jovens foi o que trouxe o empresário paulista Marcos Antonio Novais para a Bahia. A instituição mantida por ele já estava instalada em vários estados do Brasil, mas foi pela Bahia que ele se apaixonou e resolveu viver. E aqui, depois de se tornar conhecido como Manassés, foi eleito baiano, primeiro pelo povo, que o elegeu nas urnas como deputado estadual. Depois, a ALBA oficializou esse reconhecimento dando a ele o Título de Cidadão. É essa a história que a série “Os Novos Baianos” conta hoje. Um momento dramático capaz de mudar a vida não apenas de um homem, mas de 25 mil famílias no Brasil inteiro. Essa é a história do paulista Marcos Antonio Novais, contada ontem, no plenário da Assembleia Legislativa. Marcos Antonio, empresário bem-sucedido, viu a dura realidade das drogas invadir sua casa, quando um dos filhos se tornou dependente. “Foi uma luta, coisa que não desejo para ninguém, mas vencemos”, disse Marcos Antonio, 18 anos depois. Após esse episódio, “Deus colocou em meu coração o desejo de fazer uma pequena instituição para auxiliar jovens carentes que viveram a situação do meu filho”, contou o hoje deputado Manassés (PSL), como ele se tornou mais conhecido em todo o Brasil. A primeira instituição foi em São Paulo e atualmente já são 30 espalhadas em diversos estados. “Passei boa parte da vida percorrendo o Brasil, mas a Bahia foi paixão a primeira vista, foi onde decidi viver”, contou o parlamentar pouco depois de receber o Título de Cidadão Baiano concedido pela ALBA. A honraria foi originalmente proposta pelo ex-deputado e hoje major Tadeu Fernandes e voltou a ser proposta nesta legislatura pela bancada do PC do B. A presença maciça de deputados na sessão de entrega da outorga, espelhou a aprovação unânime do projeto assinado pelos deputados Bobô, Fabrício Falcão e Zó. O plenário lotado demonstrou a reciprocidade dos baianos ao homenageado. A Banda Filarmônica 2 de Janeiro, de Jacobina, veio especialmente para abrilhantar o evento. Foi ela que executou o Hino Nacional na abertura dos trabalhos e o Hino ao 2 de Julho, ao final, acompanhando o cantor Edu Casanova. Danilo e Célio, em nome da filarmônica, lembraram que foi Manassés o autor do projeto que reconheceu a utilidade pública da instituição quase sesquicentenária. Foi a primeira vez que alguém presente nas Galerias Paulo Jackson se pronunciou oficialmente em uma sessão. Utilizando a tribuna, o primeiro a se pronunciar foi o deputado Fabrício Falcão. Ele lembrou que o primeiro título de reconhecimento pelo trabalho realizado por Manassés foi dado pelos baianos, que o elegeram deputado estadual. “Esse título hoje é para torná-lo baiano de fato e de direito”, disse. Zó, também em breve pronunciamento, ressaltou o bom humor do homenageado, que é muito querido e respeitado. “Ele já fazia muito pela Bahia, mesmo antes de ser deputado”, lembrou, ressaltando o trabalho voltado ao esporte, especialmente no futebol. Já o ex-deputado Tadeu Fernandes ocupou a tribuna para reafirmar a satisfação com o evento. Classificando de “mais do que amigo, um irmão”, o ex-parlamentar disse preferir falar mais do ativista social do que do empresário. “Tive a oportunidade de ver seu trabalho em Curitiba e em São Paulo”, disse, onde “se faz um trabalho de resgate das famílias, de combate preventivo à violência”. O presidente Angelo Coronel (PSD) fez questão de agradecer a Manassés pelo apoio de primeira hora a sua candidatura à presidência da Casa. “Está sentado aqui ao meu lado um dos grandes baluartes da minha eleição”, disse, citando ainda o deputado Alan Castro. Coube a Bobô fazer o discurso de saudação mais extenso. Foi ele que contou o caminho trilhado por Manassés até a Bahia, quando se destacou como dirigente esportivo ao apoiar clubes como o Jacuipense, Jacobina, Galícia, entre outros. Atualmente, ele preside o Cajazeiras Futebol Clube, equipe que chegou à final do campeonato baiano da 2ª divisão. “Manassés significa ‘fazendo esquecer-se’ e, na Bíblia, seu nascimento representa a reconciliação de Ezequiel com Deus”, afirmou. “A sua trajetória aponta sempre para a misericórdia de Deus”, disse Bobô, considerando que isto explica a adoção do nome bíblico pelo colega de Parlamento. “Seu trabalho estimula a todos nós sairmos da zona de conforto para construir uma sociedade melhor, menos desigual”, definiu. Coronel convidou a esposa de Manassés, Maria Elaide, e os filhos Igor, Felipe e Caio para a entrega do título, juntamente com os proponentes. Ao agradecer a honraria, o novo baiano falou sobre o amor à primeira vista pela Bahia e destacou as delícias típicas do estado. “Provei o acarajé, o vatapá, o abará e o sarapatel e minha vida se apimentou de vez”, definiu. “É para poucos o privilégio de conviver o dia a dia com esse povo acolhedor e amável”, confessou, lembrando que, ao chegar, teve dúvidas se torceria pelo Bahia ou pelo Vitória. “Mas logo decidi pelo melhor do Nordeste, o meu Bahia”. Sobre seu trabalho de combate à dependência química de jovens carentes, lembrou que não são só eles que sofrem. “Quando um jovem se torna dependente, toda a família se torna codependente do usuário”, afirmou, considerando que o inverso também é verdade e ao recuperar o jovem, se recupera toda a família.


ASCOM ALBA

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